Você já parou para pensar que suas
ações são meros reflexos de um condicionamento
social que lhe escraviza a um comportamento estereotipado, comportamento
de rebanho que caminha para o matadouro, infeliz, mas resignado?
Já meditou no fato de que você
não usa o seu livre arbítrio nem um pouco e que
você pensa, fala, sente e age de acordo com aquilo que os
outros esperam de você?
Onde está o ser inteligente que se distingue
do resto dos animais pelo seu poder de volição e
de decisão? Ele está manifestado em você?
Vamos, sinceridade. Você faz o que quer - ou, ao menos,
atreve-se a pensar o que quer? Ou pensa aquilo que a família,
os amigos, as instituições querem que você
pense?
Não, não pare de ler. Ou só
vai ler as coisas amorosas que eu escrever? Enfrente pelo menos
um pedaço de papel que lhe diz na cara que você não
se assume. Que você tem sido tão influenciável
pela opinião dos outros, que está se tornando uma
pessoa sem vontade, sem personalidade.
Não estou zangado, não. Estou
é tentando sacudir você tão bem que talvez
consiga despertar. Afinal, você é inteligente e sabe
a enorme variedade de doenças físicas e psíquicas
que advêm da frustração, da auto-mentira,
da infelicidade crônica do dia-a-dia sem sentido, do stress
causado pela rotina medíocre e mesquinha.
Você já achou o sentido da sua vida?
A vida é dinamismo, é movimento
e não estagnação. Estagne-se pelo medo de
agir e se deteriorará como as tantas esposas e mães
que vivem frustradas e arrependidas por não se terem deixado
arrebatar por uma grande causa... e hoje trazem no semblante os
vincos indeléveis da infelicidade incurável, essa
mesma infelicidade que não hesitam em oferecer como herança
malsã às suas filhas para que vivam as mesmas depressões,
as mesmas conversas, as mesmas pressões, as mesmas fofocas,
a mesma impotência para um orgasmo pleno ou para uma opinião
própria, as mesmas lamentações, as mesmas
lágrimas...
Você tem um compromisso cósmico
agora! Mas tem, também, a liberdade de não aceitá-lo.
O karma lhe deu a liberdade de opção que constitui
a chave mestra de um fardo chamado responsabilidade. Só
que, ingrato, você recusa essa dádiva e se obstina
em não querer assumir a responsabilidade da decisão.
Você se acomoda indolentemente na almofada
fofa da inércia. Simplesmente por medo de enfrentar uma
mudança.
Você já parou para pensar na idade
que tem? Não acha que já está na hora de
ter um pouco mais de maturidade?
Vamos! Utilize uma pontinha de sinceridade e
responda: essa é a vida que você queria? Ela lhe
realiza? Você já pensou como é que vai ser
o seu futuro se tudo continuar nessa covardia e nessa acomodação?
Vamos, Criatura! Aventure-se, corra o risco
que a vida é isso. A vida vale a pena quando se tem uma
boa causa pela qual se possa sorrir ou chorar, pela qual se possa
viver ou morrer.
