O Stress e o Método DeRose

No tempo em que vivíamos nas cavernas, o stress salvou milhares de vezes a nossa vida. Imagine esse frágil animal chamado Homem (vale lembrar que somos mais lentos que um rato, não sabemos nadar quando nascemos, não enxergamos à noite, não temos presas, não nos movimentamos rapidamente e nem temos vigor físico para lutar contra a maior parte dos mamíferos) passeando alegremente pela floresta. De repente ele se depara com um tigre. Numa situação normal, sem dúvida, perderíamos essa batalha. Qualquer apostador que visse essa cena colocaria uma fortuna na mesa jogando que o tigre mataria o homem, e tão rápido que talvez ele nem tivesse tempo de tirar todas as fichas do bolso. Mas… ao ver o perigo iminente, o homem se estressa… descarrega uma enorme quantidade de adrenalina no sangue, seu coração bate mais rápido oxigenando suas células, suas pupilas se dilatam, aguçando sua visão, seus músculos se contraem, dando-lhe mais força e uma enorme tensão nervosa lhe possibilita pensar mais rápido para achar a melhor saída do perigo. Ele olha para frente… brigar nem pensar, olha para uma árvore… também não duraria muito. Então vê um pedaço de pau no chão, agarra-o, começa a movimentá-lo para os lados ameaçando o felino, aos poucos anda para trás para aproximar-se de um lago. Depois de alguns minutos de muito stress, o nosso herói se joga na água e se salva. Dando mais uma oportunidade para que nossa espécie se desenvolva.

Depois dessa inusitada situação o exausto primitivo talvez dormisse por uns dois dias até que seu corpo se recuperasse totalmente. Ele levaria um mês ou mais para se deparar com um desafio tão grande novamente. Até lá, já estaria reabilitado.